sábado, 8 de outubro de 2005

tudo o que existe

o sopro soando no colo
a mão estendida nas costas
o corpo demorando-se no corpo
leve adormentar
num cansaço que não fatiga

tudo o que existe

o soerguer do rosto
para o húmido contacto
num demorar
quase parado

tudo o que existe

o surdo roncar do motor
perpassando a janela
desperta sem acordar


tudo o que existe


o silente fim de tarde
movendo-se sem lugar


tudo o que existe


o respirar

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