sexta-feira, 6 de junho de 2014

"A minha voz traiu-me".

Como outras e diferentes vezes. Ontem "a minha voz traiu-me", porque nada mais era que finalmente aquele silêncio urgente e conquistado do tanto olhar. "Descontrolou-se na sua vontade de dizer" o quanto na vida fica depois das palavras.
e depois de um adeus que não aconteceu...

sábado, 31 de maio de 2014

sinto-me a escangalhar-me por dentro.

sinto falta deste lugar
dum lugar que seja eu

terça-feira, 5 de junho de 2012

E se...

... um pára-quedas não abre, temos o sobresselente.
Ou, em última instância, soltamos as asas
as que sempre tivemos e fizemos crescer ou nos fizeram crescer.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Porque a vida acontece hoje

Fiz uma loucura. (bem, talvez não seja uma loucura para muitas pessoas, mas para mim foi-o). Se quando não se tem nada a perder, e se tudo em nós diz: Faz!, não há porque não fazer. É aqui que começam os primeiros passos de uma mudança. Fazer em vez de ficar a sonhar com os 'ses', ou, no fundo, agarrada aos medos de nos expormos, de expor os nossos afectos ou aquilo que nos afecta.
Fiz!
Não sei o próximo passo.
Mal fiz, dei uma gargalhada para mim mesma (corei, claro) e senti que era isso, seja o que for a seguir, tinha de o fazer, seguir aquele impulso tão intenso, mas tão consciente, e ao mesmo tempo, ainda tão imprevisto, que me disse para fazer.
Fiz! Agi!
Imagem roubada daqui


and i feel good!...

terça-feira, 15 de maio de 2012

como naqueles dias...

como naqueles dias...
dias que chegam ao fim e se constata estar tudo está feito como 'il faut'. ou se conseguiu dar ordem e arrumação a uma panóplia de coisas para as quais tivemos de arranjar sentido ou categorizar. tarefa difícil para quem acha que tudo pode ter haver com tudo, ou que não há compartimentos na vida, no pensar, e especialmente no sentir.
mas há dias em que é preciso. olhar e sentir que as coisas estão no seu lugar. estão mesmo no seu lugar. porque as coisas têm um lugar, ou não? e nós, temos um lugar? e os outros têm um lugar em nós?
as palavras deixam de ter como significado o sentir, assumem-se no que verdadeiramente são, significantes, e por isso ajudam a destrinçar sentidos.
ou, como naqueles dias, em que as palavras deixam de fazer sentir, porque o sentir encontrou o seu lugar. já não anda disperso, envolto em palavras que o ajudem a encontrar sentidos ainda sem lugar. 
como naqueles dias, ao chegar o entardecer, se percebe claramente que esse dia está arrumado, terminado, e nem mesmo a noite que se adivinha já pertence a esse dia. a luz é outra e os olhos vêem melhor sem o brilho ofuscante.
aqueles dias, como naquele dia, em que o lugar ficou.
e eu, continuei os meus passos...