quantos adeus.
os que dizemos, os que nos dizem, os que se dissipam surdos no meio de outros ruídos, os que se calam por já não valer a pena serem escutados, os que nos caem nos braços como chuva de pedras, os que...
e o que não queriamos dizer, porque quando o dizemos arrancamos algo de nós, mas é preciso, é preciso... é preciso... é preciso...
Adeus.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
sábado, 23 de maio de 2009
"O tempo que passou, os encontros que não se realizaram, as frustrações e os desencontros que nos marcaram para toda a vida. Nuns e noutros, decisões, opções, palavras ditas e silenciadas e, sobretudo, atitudes que selaram o destino, nos prenderam às vidas de uns e romperam os laços com os que passaram pela nossa vida, mas decidiram seguir outros rumos com outras companhias. Um sim ou um não mudam o sentido de toda uma vida. Somos o que fazemos das nossas vidas, as afirmações e negações que pronunciamos ou recebemos como respostas nos ligam ou nos separam de outras vidas. Não somos apenas o fruto das nossas escolhas, mas também reflexos do nosso tempo e das decisões tomadas por outros. Somos o amálgama desses encontros e desencontros."
Mario Benedetti
tinha-o encontrado, este poeta, há tão pouco tempo... encontrei-o e perdemo-lo, neste mês de maio, maduro maio...
Mario Benedetti
tinha-o encontrado, este poeta, há tão pouco tempo... encontrei-o e perdemo-lo, neste mês de maio, maduro maio...
segunda-feira, 4 de maio de 2009
domingo, 3 de maio de 2009
sábado, 2 de maio de 2009
sopro
calam-se as palavras que nunca se disseram
some-se a voz - breve onda nas areias
- e o teu nome na garganta.
morre-me o amor nos teus olhos
distantes
e tu
tão perto
habitando-me.
(1 de maio)
some-se a voz - breve onda nas areias
- e o teu nome na garganta.
morre-me o amor nos teus olhos
distantes
e tu
tão perto
habitando-me.
(1 de maio)
sexta-feira, 1 de maio de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
domingo, 26 de abril de 2009
sábado, 18 de abril de 2009
porque...
... temos de encontrar a felicidade num qualquer lugar ... numa qualquer música
é mesmo meu... procurava-a por 'best friends'... afinal it's just 'Lucky'
e vai para o meu ww... para quando precisar de um sorriso.
é mesmo meu... procurava-a por 'best friends'... afinal it's just 'Lucky'
e vai para o meu ww... para quando precisar de um sorriso.
domingo, 12 de abril de 2009
Fast-friends
Um amigo passa-me um convite para o twitter. A nova 'rede' de conteúdos de 140 caracteres. Clico no link e do que me é mostrado, nada de espcial me atraí. Pelo contrário, da breve olhadela deduzo que o interessante, ou o eficaz, seria o uso de telémóvel... ora se eu até nem aprecio mandar sms. Não sou da geração do polegar, não gosto de dependências - excepto a da nicotina -; para mim o telemóvel é um instrumento, logo útil por definição, não que de vez em quando não me alargue nas conversas, especialmente se não é possível estar com a pessoa. Mas não para 'substituir' uma relação mais frequente... apenas para mitigar.

Passados uns dias, e após nova conversa, vejo a apresentação com mais atenção: aí é que há um movimento de quase recusa: mandar um twitter (é assim que se designa?) a amigos, ou ao mundo inteiro, a dizer que estou a tomar café? ou que vou pela rua x? que vou finalmente regar as minhas plantinhas?
Que diferença está entre o que eu escrevo muitas vezes aqui e essas micro-mensagens? É que aqui há a escrita, o gosto pela escrita, pouco importam muitas vezes os factos, importa é o que se sente, o que se pensa sobre eles, a exploração e o desenvolvimento dos mesmos. Importa o trabalho linguístico (mesmo que não propriamente literário), a 'escaranfunchice', o remexer e deixar correr a pena (ou os dedos nas teclas) à medida que as palavras fluem. Agora estar a contar caracterzinhos?? Aqui pode até ter 20 ou 30, mas pode ter 300 ou 3000 ou... não interessa, não há limite, não nos pré-limitamos, não nos formatamos a priori. Sai espontaneamente, ou depois, acrescentamos, limamos, floreamos... cada um a seu jeito.
Se demorei uns bons meses a criar um (/este) blog, desde que um amigo me falou na blogosfera que tinha começado a aparecer nesse longínquo ano de 2003, não foi por não me sentir atraida, pelo contrário. Comecei logo a ler e a ser frequentadora assídua de alguns deles. Era uma forma de comunicação sim, mas uma comunicação que fazia reflectir, que nos alargava horizontes... como uma boa conversa, um bom livro, uma boa palestra.
E depois, o que interessa a alguém o que é que eu faço, como 'eles' argumentam? Se interessa, então venha ter comigo, venha partilhar, não tem tempo? azarito! Quando houver tempo e disponibilidade, logo partilhamos, e não se perderá se for realmente importante. Dizem na introdução video do twitter que "infelizmente a maior parte do nosso dia-a-dia está escondido das pessoas que gostamos"... infelizmente ou felizmente, pergunto eu? quereriamos viver o dia-a-dia com os nossos amigos, por mais amigos que sejamos? Eu quero viver momentos com os meus amigos. Não sou companheira deles nessa acepção. Escolhi-os por serem como são, pela história comum que fomos construindo e, se calhar, até nem seria capaz de viver um quotidiano com eles. (neste momento até questiono com alguém que amasse).
Mas isto no fundo são argumentos falaciosos... porque na verdade, dizer algumas coisecas, em 140 caracteres, sobre o que fazemos, não diz quase nada de nós, é uma simplificação do outro. É tornar o outro um fast-friend. Dá-nos apenas a ilusão de estarmos a partilhar, a compartilhar-nos, mas só a ilusão, a aparência, neste mundo 'real' que já tanto (sub-)vive de superficialidades.
nota: só umas contas por alto: se duas linhas equivalem a esses 140 caracteres quantos twitters seriam necessários? ok, talvez a ideia principal se possa resumir, mas.... e o meu gosto em escrever isto tudo? ;) e a vossa paciência :))

Passados uns dias, e após nova conversa, vejo a apresentação com mais atenção: aí é que há um movimento de quase recusa: mandar um twitter (é assim que se designa?) a amigos, ou ao mundo inteiro, a dizer que estou a tomar café? ou que vou pela rua x? que vou finalmente regar as minhas plantinhas?
Que diferença está entre o que eu escrevo muitas vezes aqui e essas micro-mensagens? É que aqui há a escrita, o gosto pela escrita, pouco importam muitas vezes os factos, importa é o que se sente, o que se pensa sobre eles, a exploração e o desenvolvimento dos mesmos. Importa o trabalho linguístico (mesmo que não propriamente literário), a 'escaranfunchice', o remexer e deixar correr a pena (ou os dedos nas teclas) à medida que as palavras fluem. Agora estar a contar caracterzinhos?? Aqui pode até ter 20 ou 30, mas pode ter 300 ou 3000 ou... não interessa, não há limite, não nos pré-limitamos, não nos formatamos a priori. Sai espontaneamente, ou depois, acrescentamos, limamos, floreamos... cada um a seu jeito.
Se demorei uns bons meses a criar um (/este) blog, desde que um amigo me falou na blogosfera que tinha começado a aparecer nesse longínquo ano de 2003, não foi por não me sentir atraida, pelo contrário. Comecei logo a ler e a ser frequentadora assídua de alguns deles. Era uma forma de comunicação sim, mas uma comunicação que fazia reflectir, que nos alargava horizontes... como uma boa conversa, um bom livro, uma boa palestra.
E depois, o que interessa a alguém o que é que eu faço, como 'eles' argumentam? Se interessa, então venha ter comigo, venha partilhar, não tem tempo? azarito! Quando houver tempo e disponibilidade, logo partilhamos, e não se perderá se for realmente importante. Dizem na introdução video do twitter que "infelizmente a maior parte do nosso dia-a-dia está escondido das pessoas que gostamos"... infelizmente ou felizmente, pergunto eu? quereriamos viver o dia-a-dia com os nossos amigos, por mais amigos que sejamos? Eu quero viver momentos com os meus amigos. Não sou companheira deles nessa acepção. Escolhi-os por serem como são, pela história comum que fomos construindo e, se calhar, até nem seria capaz de viver um quotidiano com eles. (neste momento até questiono com alguém que amasse).
Mas isto no fundo são argumentos falaciosos... porque na verdade, dizer algumas coisecas, em 140 caracteres, sobre o que fazemos, não diz quase nada de nós, é uma simplificação do outro. É tornar o outro um fast-friend. Dá-nos apenas a ilusão de estarmos a partilhar, a compartilhar-nos, mas só a ilusão, a aparência, neste mundo 'real' que já tanto (sub-)vive de superficialidades.
nota: só umas contas por alto: se duas linhas equivalem a esses 140 caracteres quantos twitters seriam necessários? ok, talvez a ideia principal se possa resumir, mas.... e o meu gosto em escrever isto tudo? ;) e a vossa paciência :))
sábado, 11 de abril de 2009
Hoje escolhi. Não uma escolha de todos os dias. Mais uma escolha que há que fazer, qualquer que seja o dia. Magoei e magoei-me para evitar mágoas maiores - como se pudéssemos saber o futuro?! não podemos. - mas podemos ter princípios e ter a inteligência sensível para sentir o que provavelmente aconteceria. - desculpa, mas não podia ter agido de outro modo, não podia ter sido outra a minha atitude -. Há atitudes que temos de tomar porque acreditamos nelas -não podia interferir numa qualquer atitude tua. Há alturas em que estamos sós, sentindo-nos longe de tudo, de quase todos, e só nós mesmos podemos retomar o caminho, o nosso. Só nós mesmos podemos encontrar o caminho que julgámos perdido. Só nós mesmos podemos deixar de deambular pelas clareiras que construímos. - Há escolhas que nos fazem chorar. Mesmo que estejamos certos, tanto quanto é possível nesta maldita e incerta vida. Há escolhas que por as fazermos, nos fazem reencontrar com algo de nós que nem sempre encontrámos. Mas é por isso que crescemos. E vivemos. - Se eu pudesse também eu não queria que fosse assim. Queria, porque o senti, porque senti contigo que podia ser especial. Mas não. Não posso mudar, não quero mudar, não quero dar um único passo de encontro a um caminho que não é meu. É o teu caminho, cumpre-o. Qualquer que ele seja. -Há escolhas que nos fazem avançar, mesmo que a tentação de nos tornaramos 'estátua de sal' seja enorme. Pelo mistério, pelo desconhecido. Pelo que podia ter sido, pelo que deixámos de lado ou atrás ou, era aquilo que estava à nossa frente? e recusámos. Há escolhas com lágrimas, as que são feitas quando se sente intensamente, quando sentimos vida em nós. - Não podias ter agido de outra forma, não podias ter respondido de outra forma, porque se assim não fosse, era porque não estava a ser tão sentido. Nem eu. Daí a angústia. - Estas são as palavras que nunca te direi. Estas são algumas das palavras que ficarão por dizer...
Esquecer?
Esquecer?
quinta-feira, 9 de abril de 2009
se pudesse ser
contadora de histórias
com gentes e crianças
com lágrimas por uma queda
e um penso no joelho
com risos de um baloiço
se pudesse ser
a criança de outras histórias
com malmequeres brancos e
amarelos num quintal donde se viam
animais ao olhar para as nuvens
ameaçando chuva
se pudesse ser
entraria nas minhas histórias
em histórias que nunca ou
talvez aconteceram
iria ter comigo
e com as gentes que as povoaram
se pudesse ser
criança ou mulher
contadora - de histórias - de gentes
grandes ou miúdas
e cada uma dessas histórias iluminaria
quem as quisesse ouvir. ao fim do dia.
contadora de histórias
com gentes e crianças
com lágrimas por uma queda
e um penso no joelho
com risos de um baloiço
se pudesse ser
a criança de outras histórias
com malmequeres brancos e
amarelos num quintal donde se viam
animais ao olhar para as nuvens
ameaçando chuva
se pudesse ser
entraria nas minhas histórias
em histórias que nunca ou
talvez aconteceram
iria ter comigo
e com as gentes que as povoaram
se pudesse ser
criança ou mulher
contadora - de histórias - de gentes
grandes ou miúdas
e cada uma dessas histórias iluminaria
quem as quisesse ouvir. ao fim do dia.

