(amor... ou uma qualquer tentativa de definição)
fechar os olhos. sentir o bater do coração do outro dentro de nós.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
sábado, 26 de janeiro de 2008
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
4
4 anos depois. quatro.
comigo. e este lugar. sendo com, pelos outros. atravessando passo após passo. sempre em aberto - de olhos, de coração abertos - caminhando.... caminhando.... caminhando...
(...por caminhos de asas...)
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
gosto de viver. acho que só gosto de viver enquanto gostar de ser eu, enquanto gostar de caminhar lentamente absorvendo a vida. olhando, olhando, olhando muito. como se saboreasse cada molécula do ar que me envolve. quando não gostar, quando não gostei, e deixei de ser eu. quando não gostar, deixarei de viver, mesmo que essas moléculas continuem envolvendo o corpo que digo meu.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
pequenos detalhes
É nos detalhes que muitas vezes se encontram diferenças fundamentais. A escolha das palavras, o vocabulário que nós é próprio, distingue-nos, acrescenta-nos ou substrai-nos de outros mundos. Vem isto a propósito da escuta de uma palavra - e como estas nos podem afectar! -. Ainda se ouviu baixinho 'mereces...', logo negado e substituído por um 'és digna...' Uma quase insignificante e mínima diferença. E se no dicionário aparecem como sinónimos, não o são. Porque a segunda é qualidade (característica) da pessoa, enquanto a primeira está dependente de uma atribuição externa ou de um julgamento. E isso... isso... quem é o outro para avaliar?!
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
eco do silêncio
entro
dentro do silêncio
como uma câmpanula
como um ovo
(já escutaram os ecos do silêncio?)
como um refúgio
como braços abertos
fechados em torno de mim
o silêncio
dentro de mim
este silêncio não é ausência
do que vem do exterior
pois se ouço
as ondas baterem levemente no cais
o ancinho varrendo folhas amarelas de outono
o comboio rolando nos carris
o pousar de gaivota na amurada
o esvoaçar das penas de um gaio azul
as vozes de homens que passam
o breve assobio de ave despercebida
este não é o silêncio da terra
que se move e agita
abafada pelo ronco de um automóvel
este é o silêncio do mundo
do mundo onde já só falo
com o eco deste silêncio
dentro do silêncio
como uma câmpanula
como um ovo
(já escutaram os ecos do silêncio?)
como um refúgio
como braços abertos
fechados em torno de mim
o silêncio
dentro de mim
este silêncio não é ausência
do que vem do exterior
pois se ouço
as ondas baterem levemente no cais
o ancinho varrendo folhas amarelas de outono
o comboio rolando nos carris
o pousar de gaivota na amurada
o esvoaçar das penas de um gaio azul
as vozes de homens que passam
o breve assobio de ave despercebida
este não é o silêncio da terra
que se move e agita
abafada pelo ronco de um automóvel
este é o silêncio do mundo
do mundo onde já só falo
com o eco deste silêncio
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Lugares
Há poucas coisas de que tenho saudades na minha vida. De pouco adiantaria ter, já que nada se repete, nada volta ao mesmo lugar, às mesmas circunstâncias. Há coisas que guardo no coração, coisas intocáveis, como um sorriso precisoso de um momento único, e nessa raridade está a essência em forma e razão. Há coisas de que tenho saudades mas não queriam que voltassem, paradoxalmente. Não serão então saudades, será outra palavra, outro sentimento qualquer.
É dos lugares que tenho mais saudades, dos lugares que percorri, que me percorreram. Lugares onde cresci, que me viram tornar-me mulher - chorar, rir e dançar -. Contam-se pelos dedos de uma mão esses lugares vividos - de vida -. Nem sempre quero lá estar, nem para sempre me ausentar. Lugares onde o estar se tornou ser. Este é um deles. Tão lugar como uma praia. ou uma ilha. nossa.
voltarei.
É dos lugares que tenho mais saudades, dos lugares que percorri, que me percorreram. Lugares onde cresci, que me viram tornar-me mulher - chorar, rir e dançar -. Contam-se pelos dedos de uma mão esses lugares vividos - de vida -. Nem sempre quero lá estar, nem para sempre me ausentar. Lugares onde o estar se tornou ser. Este é um deles. Tão lugar como uma praia. ou uma ilha. nossa.
voltarei.
sábado, 15 de setembro de 2007
ver o mar
nem sempre vemos
apenas o que nos mostram
muitas vezes ficamos aquém.. ou vamos além do olhar
brilhante
como o sol
incidindo nas aguas
ou o luar
brilhante
como o mar
a cor do mar
das cores do mar
o mar não tem apenas uma cor
é multiplo
e uno
azul verde cinzento
assim são as cores...
brilhante para quem vê
inquieto na sua substância, no que provoca
nasci na proa de uma embarcação
em que mar?em que águas? onde o mar é bravo e frio e onde há dunas e camarinhas
com uma vela latina
o barco mais bonito do mundo
(sabe o que são camarinhas?)
pérolas brancas das dunas
sou do mar e da praia e da terra e preciso de ar
e com os olhos que parecem o farol
na minha terra dantes, os bois lavravam o mar.
agora são os tractores
e um dia nem tractores haverá e não será nesse dia que devolveremos o mar ao mar
que seremos nós? que será de nós?
sem o mar
nada sei do futuro
não existe futuro
só as nossas expectativas presentes
irreais
o futuro é uma projecção limitada do nosso presente
escreve...
como quem passa tempo a ver o mar
quando olha o mar.... o que vê? uma onda e outra. como será a próxima? nunca saberá, até ao momento em que a vê. e o passado sempre pelos olhos do presente e em cada presente muda o passado
morreu na praia..........queremos lembrar aquela onda que já vimos...não lembramos, apenas temos a memória modificada por aquelas que agora passam
as ondas nunca morrem...
transformam-se em ondas presentes... e nas que talvez virão... maiores? menores? ou apenas penetram mar dentro e diluem-se
havemos de ir ao mar
havemos de ir ao mar das águas
(temos de morrer de alguma forma... não haveria melhor que no mar)
e quando se sai das aguas, molhada, o sorriso aparece e as pestanas coladas o riso às aguas
- não há duas gotas iguais -
a rir às águas, ao mar e ao homem que nasceu nas rias
de olhar da cor do mar
e rir.... rir até o sol se pôr? rir até nos atirarmos para cima das areias de cansaço de rir...?
e ver a areia brilhar
fustigados
cansados
e macia e fina
e sensual a areia.
e o sol quente
e o cheiro a maresia - a algas
o sol aquecendo a areia
cheiro a verde e mar
cheiro a flores do mar
e um monte de camarinhas nas mãos
de pérolas de dunas
veja o mar por mim....
apenas o que nos mostram
muitas vezes ficamos aquém.. ou vamos além do olhar
brilhante
como o sol
incidindo nas aguas
ou o luar
brilhante
como o mar
a cor do mar
das cores do mar
o mar não tem apenas uma cor
é multiplo
e uno
azul verde cinzento
assim são as cores...
brilhante para quem vê
inquieto na sua substância, no que provoca
nasci na proa de uma embarcação
em que mar?em que águas? onde o mar é bravo e frio e onde há dunas e camarinhas
com uma vela latina
o barco mais bonito do mundo
(sabe o que são camarinhas?)
pérolas brancas das dunas
sou do mar e da praia e da terra e preciso de ar
e com os olhos que parecem o farol
na minha terra dantes, os bois lavravam o mar.
agora são os tractores
e um dia nem tractores haverá e não será nesse dia que devolveremos o mar ao mar
que seremos nós? que será de nós?
sem o mar
nada sei do futuro
não existe futuro
só as nossas expectativas presentes
irreais
o futuro é uma projecção limitada do nosso presente
escreve...
como quem passa tempo a ver o mar
quando olha o mar.... o que vê? uma onda e outra. como será a próxima? nunca saberá, até ao momento em que a vê. e o passado sempre pelos olhos do presente e em cada presente muda o passado
morreu na praia..........queremos lembrar aquela onda que já vimos...não lembramos, apenas temos a memória modificada por aquelas que agora passam
as ondas nunca morrem...
transformam-se em ondas presentes... e nas que talvez virão... maiores? menores? ou apenas penetram mar dentro e diluem-se
havemos de ir ao mar
havemos de ir ao mar das águas
(temos de morrer de alguma forma... não haveria melhor que no mar)
e quando se sai das aguas, molhada, o sorriso aparece e as pestanas coladas o riso às aguas
- não há duas gotas iguais -
a rir às águas, ao mar e ao homem que nasceu nas rias
de olhar da cor do mar
e rir.... rir até o sol se pôr? rir até nos atirarmos para cima das areias de cansaço de rir...?
e ver a areia brilhar
fustigados
cansados
e macia e fina
e sensual a areia.
e o sol quente
e o cheiro a maresia - a algas
o sol aquecendo a areia
cheiro a verde e mar
cheiro a flores do mar
e um monte de camarinhas nas mãos
de pérolas de dunas
veja o mar por mim....